Espaço para o empoderamento feminino
Maioria dos executivos brasileiros apoiam cotas para mulheres em posições de liderança 03/05/2017 02:13
» Helena Magalhães
Cotas corporativas para mulheres em posições de liderança são uma política trabalhista apoiada por mais de 66% dos executivos brasileiros. É o que aponta uma pesquisa sobre empoderamento feminino no mercado de trabalho feita pela People Oriented, consultoria especializada em recrutamento, a partir do relato de 159 pessoas com cargos diversos em companhias de diferentes portes do país.

Segundo o levantamento, as multinacionais são as que mais dispõem de iniciativas voltadas às mulheres, em 58,8% dos casos. Os números caem conforme diminui o porte da empresa, com 46,7% das grandes e 32,6% das pequenas e médias companhias promovendo políticas de empoderamento feminino. As microempresas são a exceção, indo na contramão da queda e registrando iniciativas do gênero em 38,9% de suas unidades.

Entre as empresas que adotam essas práticas, as ações mais comuns são a remuneração única por cargo, e não gênero (em 24% delas), o auxílio-creche (24%) e a licença-maternidade estendida (17%), seguidas do equilíbrio obrigatório na quantidade de homens e mulheres em processos seletivos (30,13%). Entre as menos frequentes, destacam-se dois formatos de vagas reservadas: para mulheres em cargos de liderança (6%) e em programas de trainee e estágio (1%).

Os dados foram coletados de forma anônima em março de 2017, por meio de um questionário formulado pela consultoria. "Essa pesquisa mostra que a igualdade de gêneros ainda é um desafio para o mercado de trabalho brasileiro", diz Helena Magalhães, sócia da People Oriented. "Observamos uma mudança progressiva de pensamento; no entanto, ainda é preciso evoluir para ações efetivas que garantam as mesmas oportunidades para homens e mulheres", conclui.
Comentários
04/05/2017Por que a mulher deveria ter cotas?
A competência da mulher é igual à do homem. O que devemos apoiar é o fim do preconceito, a inteligência na gestão. Preterir mulheres, preterir negros, preterir homossexuais, preterir quaisquer pessoas é uma forma idiota e incompetente de fazer gestão, e perder dinheiro e clima organizacional.
Não se deve discutir cotas, mas devemos valorizar a verdadeira competência. E começar a tirar da alta corte os que criaram um gueto, exclusivo, e limitado (inclusive na inteligência).
Enviado por: Paulo Amorim

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