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Greve não afetou atividade
Planejamento ajudou empresas a evitarem impactos negativos nas operações 28/04/2017 05:39
As manifestações e greves, que se espelharam pelo País, hoje (28), estão dando o que falar, seja com comentários a favor, seja com as defesas de quem é contra. No entanto, independente do posicionamento sobre ela, é indiscutível os impactos que causou na vida dos brasileiros que precisaram sair de casa. Isso porque encontraram diversas estações de metrô e trem com os portões trancados, além de terminais de ônibus fechados. O resultado é que muitos trabalhadores não conseguiram chegar à suas empresas. No setor de call center, que possui uma grande massa de trabalhadores, situações como essa fazem acender o sinal de alerta, já que a falta de qualquer profissional pode prejudicar a operação.

Porém, a atividade se preparou - e com antecedência, evitando impactos negativos. "Visando minimizar os impactos em nossas centrais e com objetivo de manter a qualidade do atendimento aos clientes, assim como para garantir o conforto e a segurança dos colaboradores, adotamos uma série de medidas contingenciais, como fornecimento de transporte alternativo, estímulo à carona solidária, revisão de escalas, alimentação, entre outras. Além disso, um número maior de integrantes de equipes de suporte e administrativas estão trabalhando em esquema de home office", conta Flávio Henrique Ribeiro, diretor-executivo de TI, infraestrutura e operações da Atento.

O mesmo ocorreu com a Sykes, como conta a gerente de RH, Verena Belvedere. "Houve uma grande movimentação interna para a validação do planejamento, mas felizmente não houve impacto para os clientes. A Sykes trabalha com Plano de Contingência para casos de greve, assim nossas operações praticamente não foram afetadas por falta de colaboradores." De acordo com ela, para garantir que os funcionários chegassem a empresa, houve o uso de meios de transporte como vans, Uber, táxi e carona solidária.

A Algar Tech informou que os colaboradores não aderiram às manifestações e estão trabalhando normalmente. Por precaução, em Uberlândia (MG), a empresa ofereceu um plano de transporte alternativo para garantir que os associados pudessem chegar aos locais de trabalho. Já em Campinas (SP), como as estradas de acesso estavam interditadas, alguns associados chegaram atrasados, mas o número foi pequeno e não afetou o resultado do trabalho.

Com site na região do Bom Retiro, em São Paulo, a BizPRO também comunicou que está operando normalmente, mas em modo contingenciado. "As pessoas imprescindíveis e planejadas estão trabalhando nos sites. Além disso temos várias pessoas trabalhando em Home Office, usando solução específica nossa. As operações funcionam tão bem, pois também estamos registrando menos ligações entrando, transparecendo que tá todo mundo de férias ou esperando algo maior acontecer", descreve o Gerente da BizPRO, Ricardo Lopes Simoni. Em São Bernardo do Campo, a Intelecto também não enfrentou problemas, de acordo com seu diretor, Ismael Pereira.

No caso da Vector, em decorrência da falta de transporte público ou por conta da insegurança nas ruas, alguns colaboradores não conseguissem ir trabalhar e outros acabaram chegando com atraso, segundo Leoni Oliveira, gerente administrativa. "Mas como os problemas de transporte público foram se agravando no decorrer do dia tivemos que colocar em prática o plano de contingência e a empresa disponibilizou Vans para buscar e levar os colaboradores em pontos estratégicos da cidade, para que assim eles pudessem chegar no trabalho e em casa em segurança", detalha. Com isso, cerca de 98% dos colaboradores conseguiram chegar e realizar as atividades normalmente. "As operações conseguiram cumprir todas as demandas contratuais mesmo nesse cenário. O absenteísmo da operação esteve em linha com os demais dias", completa Edilaine Barroso, gerente de relacionamento da Vector.

A AeC também sentiu os impactos das manifestações. "Principalmente nas capitais. Os indicadores de ausência a atrasos dos colaboradores aumentaram. Em nossas unidades no interior, o impacto foi mínimo", conta o diretor de RH da AeC, Warney Araújo. Porém, não chegou a afetar as operações, pois todas as áreas se preparam antecipadamente. "Como estamos presentes em diversos municípios de diversos estados do país, temos que avaliar a situação em cada um deles e agir assertivamente para garantir, primeiramente, a segurança dos colaboradores e também a sequência das atividades e a qualidade dos serviços prestados." Ele reforça que a empresa intensificou alguns projetos internos, como o incentivo à carona solidária e a flexibilização de horários.

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