| Quinta-Feira - 21/09/2017
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O callcenter e a reforma fiscal
Relator Hauly promete ganhos diretos e indiretos com Imposto sobre Valor Agregado 31/08/2017 11:52
A tão propalada reforma tributária do País começa a ganhar a simpatia do mercado de callcenter. Em sua peregrinação pelo País para apresentar e discutir suas propostas, o relator do tema na Câmara, o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), recebeu líderes da atividade em São Paulo, convidado pelo Sintelmark.

O deputado se surpreendeu bastante com a excessiva carga tributária da atividade, que ultrapassa os 30%, e que reflete muitas atividades produtivas no País. Mas deixou claro em apostar que o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deve corrigir essas grandes distorções e "apoiar o direcionamento de recursos para as empresas gerarem empregos, como a atividade", justificou.

Mais que essa promessa, o deputado Hauly aposta que a centralização dos impostos vai inviabilizar a guerra fiscal praticada hoje no País, sobretudo no que se refere ao ISS. "No novo modelo proposto, a distribuição de benefícios nas esferas estadual e municipal será um problema de quem conceder, pois estará reduzindo sua própria receita", disse.

A explicação para a boa receptividade da proposta, se justifica na fórmula utilizada, que corrige muitas distorções, como os da atividade de callcenter, e beneficia de forma indireta vários setores. Entre os benefícios indiretos, ele lembra da excessiva burocracia gerada para o entendimento e pagamento de tanto imposto. "Alguns setores conseguirão reduzir em até 3% os custos gerados pela burocracia", comentou.

O deputado recebeu das mãos do diretor executivo do Sintelmark, Stan Braz, um dossiê com a grade de impostos que recaem sobre a atividade e  prometeu se ater a muitos detalhes que podem representar reduções de pouco mais de 5% sobre o faturamento das empresas. "Estamos a sua disposição para contribuir com dados e informações da atividade", prometeu Stan.
 
O deputado acredita que a proposta final deve ficar pronta para votação ainda este ano e ser implementada de forma paulatina, em até 2 anos. "Temos que corrigir muitas coisas e criar um sistema único nacional, apoiado em tecnologia. As substituições, até para não afetar a arrecadação, deverão ser realizadas por parte, até sua conclusão final", diz.

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