A busca pela diversidade
Questões culturais ainda influenciam a percepção de profissionais sobre igualdade de gênero nas empresas 29/09/2017 12:06
Boa parte de homens e mulheres acreditam que a licença compartilhada ajudaria a quebrar preconceitos e melhoraria a diversidade de gênero. É o que mostra o recém-lançado estudo "Diversidade de Gênero 2017 - Em busca de políticas organizacionais igualitárias", da consultoria Hays. Segundo a pesquisa, 49% dos entrevistados responderam que políticas igualitárias de licença maternidade e paternidade ajudariam muito a igualdade de gênero nas empresas.
 
O estudo também mostra que 37% dos entrevistados acreditam que os homens não utilizam a licença-paternidade porque enxergam que o benefício é um direito e responsabilidade da mãe. Além disso, 49% das pessoas ouvidas têm a percepção de que os homens que utilizam a licença-paternidade podem ser vistos como sendo menos comprometidos com a carreira.

Mesmo tendo o direito, 35% dos entrevistados disseram que, na empresa onde trabalham, os homens usam apenas alguns dias de suas licenças. Entretanto, grande parte dos entrevistados (49%) considera que o compartilhamento da licença dissolveria paradigmas e auxiliaria na melhoria da divisão de tarefas. O levantamento ouviu 1.200 profissionais (58% homens e 42% mulheres) de empresas instaladas no Brasil e apontou a percepção deles sobre como o tema Diversidade & Inclusão é abordado nas organizações em que atuam.

DIVERSIDADE & INCLUSÃO
A pesquisa traz também dados sobre a ambição profissional, igualdade de oportunidades, trabalho flexível e políticas de diversidade corporativas. Segundo o levantamento, 40% dos entrevistados afirmam que a empresa onde trabalham ainda não possui nenhum programa para apoiar a Diversidade & Inclusão no ambiente de trabalho e mais de 50% acreditam que sua organização seria "mais bem-sucedida" ou "significativamente mais bem-sucedida" se tivessem uma política de suporte ao tema.
 
"Esse contexto pode explicar por que a ambição pela ascensão ainda é significativamente menor entre as mulheres, já que falta incentivo para que conquistem seu espaço nas organizações", diz Caroline Cadorin, diretora da Hays Experts. Dos profissionais ouvidos, 34%  afirmam que gostariam de chegar ao cargo de diretor em até 10 anos. No entanto, 39% deles são homens, enquanto apenas 10% das mulheres possuem a mesma aspiração. 
 
Realizado anualmente, o estudo da Hays envolveu nesta edição 33 países e, em comparação a outros mercados, sinaliza que, embora tenham ambição menor que a dos homens, as mulheres brasileiras se sentem mais seguras e confiantes ao falar abertamente sobre suas aspirações e realizações profissionais (68%). Esse número cai para 32% entre as espanholas, 47% entre as americanas e 45% entre as britânica. "É essencial que o profissional apresente ao gestor suas expectativas relacionadas ao seu plano de carreira. Esse é um importante fator que pode impulsionar o aumento de mulheres nos níveis mais altos das organizações, proporcionando assim um equilíbrio saudável para o mercado", afirma Cadorin.

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