O custo real de perder talentos
Dinheiro não é o único prejuízo de uma organização ao perder os melhores funcionários 07/05/2018 09:03
» Juliane Yamaoka
Autora: Juliane Yamaoka

Dinheiro. Esse pode ter sido o primeiro pensamento que veio a sua mente quando leu sobre o custo de perder talentos. Mas, infelizmente, esse não é o único prejuízo de uma organização ao perder seus melhores funcionários. O custo pode ser tão alto que a empresa leva meses, até mesmo anos, para se recuperar de uma perda como essa.

O talento não é como um bem material, que é possível substituir quando se perde. Se a sua empresa perde um talento, ela perde, também, inteligência, habilidades, expertise, performance e resultado. Além disso, a saída de um talento pode desestruturar a equipe, prejudicar o engajamento e a motivação e também gerar impacto negativo nos resultados dessa equipe. E, sejamos honestos, o dinheiro, nesse caso, é um dos fatores de menor importância no processo de reestruturação.

E o estrago vai mais além. Depois de o talento deixar a empresa, é hora de limpar toda a bagunça que isso causou, recolher os cacos e reconstruir a confiança da equipe. Isso demanda (bastante) tempo e dedicação de todos os envolvidos. O time de RH precisa se movimentar para entender o que levou aquele funcionário a pedir demissão para que o mesmo não volte a acontecer com outros talentos. Gestores precisam olhar para sua equipe com um olhar mais observador para compreender melhor seus colaboradores.

Isso porque ainda nem citamos a dificuldade de contratar um novo funcionário. O processo é lento, a chance é quase nula de encontrar alguém com o perfil do antigo funcionário e os envolvidos nesse processo também precisam dedicar esforços para conseguir contratar a pessoa certa para ocupar o cargo vago.

Por isso, ao invés de ficarmos limpando a bagunça causada por cada perda de talento, devemos dedicar esforços para prevenir que isso aconteça.

Precisamos conhecer nossos funcionários, entender quais são suas expectativas em relação à empresa e quais são seus objetivos de carreira. É hora de começarmos a fazer uma gestão de pessoas mais humana, pois todas as organizações, independentemente do seu porte ou segmento, dependem do desempenho da força de trabalho para obter sucesso nos negócios. Precisamos saber e dar importância ao desejo de cada do funcionário, pois, quanto mais engajado e motivado ele estiver, melhor será sua performance e, consequentemente, sua contribuição para o crescimento da empresa.

Além de bons salários e benefícios, os profissionais buscam oportunidades. Não só a oportunidade de assumir mais responsabilidade dentro da empresa. Mas, sim, a chance de desenvolver suas habilidades e adquirir conhecimento, criar um plano de carreira e encontrar propósito e significado no seu papel dentro da organização.

Ao enxergar o custo da perda de talentos por esse ponto de vista, vemos que é preciso começar a agir agora. Encaramos um cenário de mercado que já não nos permite perder tempo com problemas como a perda de talentos. Nossos esforços devem estar focados no crescimento e nos resultados da empresa e, também, de todos os colaboradores que atuam nesse objetivo.

Juliane Yamaoka é gerente da Efix.

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