Inovação vs. Burocracia
Em constante transformação, empresas que querem inovar podem sofrer nos próprios processos 23/10/2017 10:03
» Diego Torres Martins
Autor: Diego Martins

O mundo moderno tem demandado que as empresas encontrem formas de simplificar e desburocratizar todos os seus processos internos. A pesquisa IBOPE/Acesso Digital deixa isso claro ao apontar que é mais demorado e complexo contratar um funcionário do que abrir uma empresa. Hoje, 43% das companhias demoram mais de uma semana para finalizar o processo de admissão, com isso, 50% das empresas já perderam candidatos em que estavam interessadas em razão da demora.

Como alternativa para tornar a área de recursos humanos menos burocrática, muitas empresas acreditam que digitalizar informações em um tablet é o primeiro passo. Contudo, as mudanças têm que ser muito mais profundas e tem de estar diretamente ligadas à inovação. Mas para criar coisas novas se faz necessário um ambiente favorável, disruptivo e fora dos padrões. Temos visto no mercado que a inovação acontece antes mesmo de haver uma lei ou regulamentação apropriada, vejamos os casos do Uber, Netflix etc.

Temos que nos sentir incomodados com a velocidade das coisas, não com a grandeza delas. Hoje, apenas 2% dos projetos pilotos desenvolvidos e implementados são bem-sucedidos nas empresas. A janela do sucesso é muito pequena e as novidades surgem e deixam de existir em um piscar de olhos. Um caminho para os que não conseguem atingir esta excelência na inovação é comprar daqueles que conseguiram chegar lá. Vemos isso acontecendo todos os dias, vide: Microsoft e LinkedIn; Itaú e XP Investimentos; Facebook e WhatsApp.

Mas para os que decidem investir na construção do próprio futuro, é importante lembrar que não existe impossível. Sempre há uma forma de fazer as coisas, independente do ambiente ser hostil. O processo de mudança acabará afastando antigos funcionários, uma vez que sentem que tudo aquilo pelo que lutaram deixará de existir. A Acesso Digital, por exemplo, passou por esse processo em 2016, quando 60% dos funcionários pediram demissão, após um momento disruptivo. O que parecia ser o fim, na verdade foi a porta de entrada para um novo modelo de negócios e para as mudanças culturais, criando uma das maiores empresas de biometria facial do mundo.

Diego Torres Martins é presidente da Acesso Digital.

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